



Bom.
Como o próprio pôster do filme diz, 'A coragem pode ser mais forte do que o aço'. É por esse tipo de poderosas mensagens e reflexões bacanas que Gigantes de Aço é um bom filme. A idéia principal do filme é boa: em 2020, o boxe de humanos não existirá mais, e o esporte será realizado apenas por robôs, já que o público queria ver cada vez mais violência e porradaria, e para não resultar em morte, a opção foram os robôs. Aí está uma poderosa crítica de como as pessoas, hoje em dia, se ligam cada vez mais em violência e se tornam cada vez mais sádicas.. Bom, partindo desse ponto, o filme não entrega muitas surpresas em questões da camada principal da história. O que se vê é Charlie, um ex-lutador que controla seus robôs durante as lutas de boxe, nas quais ele aposta muito dinheiro e sempre perde, o que faz com que ele viva sendo perseguido pelas pessoas à quem deve dinheiro. Contudo, um garoto chamado Max entra na sua vida, inesperadamente, devido à fatos do passado. Com Max, Charlie irá descobrir o boxe novamente como em seus velhos tempos e descobrirá uma nova vida.
. Vendo por esse ponto, Gigantes de Aço não tem nada de mais. Ainda temos presença de alguns clichês, incluindo problemas familiares, situações um tanto previsíveis, etc... Mas o filme é justamente do estilo que traz bem mais por trás da história principal. Com o decorrer da projeção, o filme vai, gradativamente, ganhando mais profundidade. Os personagens começam a ser mais aprofundados pelo roteiro, que, também gradativamente, vai mostrando conteúdo conforme os minutos passam. O que se vê no final é um filme que mostra como a sociedade humana está ficando com o tempo, como as coisas se mostram cada vez mais descartáveis, e uma mensagem bem bacana sobre família, sem se mostrar muito piegas.
. As atuações merecem destaque. Hugh Jackman consegue atuar bem, mas o jovem Dakota Goyo, que interpreta Max, é que realmente traz uma atuação muito boa, construindo um personagem simpático e carismático, o que com certeza ajuda muito no filme, já que Gigantes de Aço se concentra e aposta bastante em seus personagens. Os efeitos também são bacanas, o que resulta em boas cenas de luta. Ah, e para quem sente falta de filmes de boxe, não pode perder. Gigantes de Aço traz uma verdadeira representação e paixão pelo verdadeiro boxe. Consegue retratar como seria o fim do boxe daqui à uns anos aos olhos de um grande boxeador. Um bom filme, que merece ser visto por conseguir ter conteúdo e mensagens bacanas, além de conseguir descontrair quem vai ao cinema procurando um pouco de diversão.






É extremamente difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar da história dos três mosqueteiros. É nessa popularidade da história que Os Três Mosqueteiros já recebeu muitas adaptações. Três delas foram grandes produções para o cinema: uma de 1948, outra de 1993 e essa nova de 2011. Desta vez, o encarregado da missão é Paul W.S. Anderson, responsável por arrastas quarteirões como Resident Evil 4 e Alien Vs. Predador. E é isso mesmo: o estilo do diretor está mais uma vez presente nesse novo filme, porém a qualidade caiu um pouco. Para quem não sabe, Anderson é um tanto á lá Michael Bay, ou seja, gosta de criar história à serviço dos efeitos. Nada contra. O diretor criou uma razoável e divertida ação com terror (Alien Vs. Predador), mas se superou ano passado em Resident Evil 4, onde a abundância de efeitos sonoros e visuais, no geral, eram tão grandes e de uma qualidade tão reconhecível, que a história nem importava, ainda mais com um 3D de encher os olhos que se igualou à Avatar e trazia um novo sentido ao filme.
A ação futurista Gigantes de Aço continua na liderança das bilheterias norte-americanas desse fim de semana. A produção acumulou $16,3 milhões e no total já arrecadou $51,7 milhões. Com Hugh Jackman no elenco, a premissa do filme é o boxe lutado por robôs em 2020. A estréia no Brasil acontece nessa sexta-feira, 21/10. As estréias da semana Footloose e A Coisa conseguiram o segundo e o terceiro lugar, respectivamente. Confira a lista dos dez mais vistos:






Olha que excelente truque de marketing: colocar Taylor Lautner como ator principal de um filme. Pronto, já na pré-estréia várias pré-adolescentes vão estar anciosas para entrar na sala, e quando sairem, nem vão ter prestado atenção no filme mesmo. O fato do ator de Crepúsculo estar lá já é motivo para o filme ser bom. Por outro lado, obviamente, muita gente vai assistir o filme seriamente, que tem a intenção de virar uma nova série Bourne no cinema. Bom, além de ter ido razoavelmente bem nas bilheterias, Sem Saída não agradou as críticas.