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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Crítica - Gigantes de Aço.

 Bom.

213770 Como o próprio pôster do filme diz, 'A coragem pode ser mais forte do que o aço'. É por esse tipo de poderosas mensagens e reflexões bacanas que Gigantes de Aço é um bom filme. A idéia principal do filme é boa: em 2020, o boxe de humanos não existirá mais, e o esporte será realizado apenas por robôs, já que o público queria ver cada vez mais violência e porradaria, e para não resultar em morte, a opção foram os robôs. Aí está uma poderosa crítica de como as pessoas, hoje em dia, se ligam cada vez mais em violência e se tornam cada vez mais sádicas.

 . Bom, partindo desse ponto, o filme não entrega muitas surpresas em questões da camada principal da história. O que se vê é Charlie, um ex-lutador que controla seus robôs durante as lutas de boxe, nas quais ele aposta muito dinheiro e sempre perde, o que faz com que ele viva sendo perseguido pelas pessoas à quem deve dinheiro. Contudo, um garoto chamado Max entra na sua vida, inesperadamente, devido à fatos do passado. Com Max, Charlie irá descobrir o boxe novamente como em seus velhos tempos e descobrirá uma nova vida.

 . Vendo por esse ponto, Gigantes de Aço não tem nada de mais. Ainda temos presença de alguns clichês, incluindo problemas familiares, situações um tanto previsíveis, etc... Mas o filme é justamente do estilo que traz bem mais por trás da história principal. Com o decorrer da projeção, o filme vai, gradativamente, ganhando mais profundidade. Os personagens começam a ser mais aprofundados pelo roteiro, que, também gradativamente, vai mostrando conteúdo conforme os minutos passam. O que se vê no final é um filme que mostra como a sociedade humana está ficando com o tempo, como as coisas se mostram cada vez mais descartáveis, e uma mensagem bem bacana sobre família, sem se mostrar muito piegas.

 . As atuações merecem destaque. Hugh Jackman consegue atuar bem, mas o jovem Dakota Goyo, que interpreta Max, é que realmente traz uma atuação muito boa, construindo um personagem simpático e carismático, o que com certeza ajuda muito no filme, já que Gigantes de Aço se concentra e aposta bastante em seus personagens. Os efeitos também são bacanas, o que resulta em boas cenas de luta. Ah, e para quem sente falta de filmes de boxe, não pode perder. Gigantes de Aço traz uma verdadeira representação e paixão pelo verdadeiro boxe. Consegue retratar como seria o fim do boxe daqui à uns anos aos olhos de um grande boxeador. Um bom filme, que merece ser visto por conseguir ter conteúdo e mensagens bacanas, além de conseguir descontrair quem vai ao cinema procurando um pouco de diversão.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bilheterias brasileiras 14/10/2011.


 .A aventura Os Três Mosqueteiros, dirigida por Paul W.S. Anderson, conseguiu o primeiro lugar das bilheterias brasileiras desse fim de semana. Podendo ser conferido em 2D e 3D, o filme conta com um elenco de peso, que conta com Logan Lerman, Milla Jovovich, Orlando Bloom, Christoph Waltz, entre outros... Confira a lista dos dez filmes mais vistos do fim de semana:

1 - Os Três Mosqueteiros (R$ 3,4 milhões).
2 - O Zelador Animal (R$ 1,6 milhão).
3 - Amizade Colorida (R$ 1,5 milhão).
4 - Winter: O Golfinho (R$ 1 milhão).
5 - Sem Saída (R$ 653 mil).
6 - Eu Queria Ter a Sua Vida (R$ 592 mil).
7 - O Filme dos Espíritos (R$ 543 mil).
8 - Não Tenha Medo do Escuro (R$ 486 mil).
9 - Premonição 5 (R$ 454 mil).
10 - Qual Seu Número? (R$ 447 mil).

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Filme - Os Três Mosqueteiros.

(The Three Musketeers, França; Alemanha; Reino Unido; EUA, 2011).

 CRÍTICA
Direção: Paul W.S. Anderson.
Elenco: Logan Lerman, Milla Jovovich, Matthew Macfadyen, Luke Evans, Ray Stevenson, Christoph Waltz, Orlando Bloom, Mads Mikkelsen, Juno Temple, Freddie Fox e James Corden.
Distribuição: Play Arte.
Data de estréia: 14/10/2011.
Aventura - 1h 50 min (110 minutos).


Sinopse: D'artagnan é um rapaz do interior que viaja à Paris com o objetivo de se tornar um grande lutador, junto com os famosos três mosqueteiros. Depois de algumas confusões, ele conhece seus ídolos, mas acaba, ao mesmo tempo, se envolvendo em uma trama de traições e mentiras, o que o faz tentar impedir com que os bandidos Milady e o Cardeal Richelieu causem uma grande guerra envolvendo a França.

  
  
 


Crítica - Os Três Mosqueteiros.

 Regular / Bom.

 É extremamente difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar da história dos três mosqueteiros. É nessa popularidade da história que Os Três Mosqueteiros já recebeu muitas adaptações. Três delas foram grandes produções para o cinema: uma de 1948, outra de 1993 e essa nova de 2011. Desta vez, o encarregado da missão é Paul W.S. Anderson, responsável por arrastas quarteirões como Resident Evil 4 e Alien Vs. Predador. E é isso mesmo: o estilo do diretor está mais uma vez presente nesse novo filme, porém a qualidade caiu um pouco. Para quem não sabe, Anderson é um tanto á lá Michael Bay, ou seja, gosta de criar história à serviço dos efeitos. Nada contra. O diretor criou uma razoável e divertida ação com terror (Alien Vs. Predador), mas se superou ano passado em Resident Evil 4, onde a abundância de efeitos sonoros e visuais, no geral, eram tão grandes e de uma qualidade tão reconhecível, que a história nem importava, ainda mais com um 3D de encher os olhos que se igualou à Avatar e trazia um novo sentido ao filme.

 . Agora ele se arrisca trazendo uma nova versão do clássico de Alexandre Dumas. Muitas mudanças na história são presentes, mas o principal ainda continua o mesmo: D'artagnan é um jovem do interior que vai à Paris para se juntar ao grupo dos melhores lutadores do mundo: Os Três Moqueteiros. Porém, ele acaba se envolvendo com os três e vive uma grande aventura para impedir uma grande guerra.

 . Contudo, Os Três Moqueteiros não traz o fascino visual e sonoro que Anderson criou em Resident Evil 4, no ano passado, para chegar a cobrir totalmente uma história rasa e fraca. Tudo bem que tudo é explicado direitinho e a história dá uma reviravoltas bacanas de vez em quando. Mas Os Três Mosqueteiros é um bolo gigante de clichês. A narrativa do filme é pobre, sempre se apoiando em narração por conta dos personagens para que o espectador entenda a história. O decorrer da história não guarda nenhum segredo, e é igualzinho à vários filmes já vistos por aí. Mas nem tudo está perdido. Apesar de ser bastante regular visto de um ponto de vista crítico, quem procura diversão barata, simples e rápida, talvez encontre. O filme faz totalmente aquele estilo de filmes de aventura de época, com cenas de ação empolgantes, humor familiar e divertido e uma história leve e sem compromissos. O resultado é um filme que funciona quando o objetivo é reunir a família numa tarde de domingo.

 . Com $100 milhões de investimento, é totalmente visível no que o filme foi investido. Os pontos mais altos são a direção de arte e figurino. Requintados e do melhor bom gosto, o filme tem ambientes belíssimos inspirados na França de alguns séculos atrás e roupas majestosas que fazem juz aos personagens ricos que as vestem. E, apesar de quase todas as atuações serem bem medianas, principalmente do ícone Christoph Waltz, que realiza uma atuação mediana, Milla Jovovovich traz uma divertida atuação. A atriz sabe muito bem criar a bela, falsa e traiçoeira Milady, trazendo uma personagem com vida para a tela, que ao mesmo tempo é maléfica e ao mesmo tempo é divertida e irreverente.

 . Para quem está em dúvida, que fique óbvio que Paul W.S. Anderson traz seu estilo mais uma vez. História rasa, narrativa pobre, visual bacana e diversão barata garantida. Visto de um ponto crítico, o filme peca, mas quem vai ao cinema sem exigir muito, como a maioria das pessoas fazem, pode gostar do filme e sair sastisfeito.

Bilheterias americanas 14/10/2011.

Gigante de Aço D A ação futurista Gigantes de Aço continua na liderança das bilheterias norte-americanas desse fim de semana. A produção acumulou $16,3 milhões e no total já arrecadou $51,7 milhões. Com Hugh Jackman no elenco, a premissa do filme é o boxe lutado por robôs em 2020. A estréia no Brasil acontece nessa sexta-feira, 21/10. As estréias da semana Footloose e A Coisa conseguiram o segundo e o terceiro lugar, respectivamente. Confira a lista dos dez mais vistos:

1 - Gigantes de Aço ($16,3 milhões). Estréia brasileira 21/10.
2 - Footloose ($ 16,1 milhões). Estréia brasileira 25/11.
3 - A Coisa ($ 8,7 milhões). Estréia brasileira 02/12.
4 - Tudo Pelo Poder ($ 7,5 milhões). Estréia brasileira 28/10.
5 - Winter: O Golfinho ($ 6,3 milhões). Em cartaz.
6 - Moneyball ($ 5,5 milhões). Estréia brasileira 18/11.
7 - 50/50 ($ 4,3 milhões). Estréia brasileira sem data prevista.
8 - Courageous ($ 3,4 milhões). Estréia brasileira sem data prevista.
9 - The Big Year ($ 3,3 milhões). Estréia brasileira sem data prevista.
10 - O Rei Leão 3D ($ 2,7 milhões). Em cartaz.

sábado, 15 de outubro de 2011

Filme - Amor a Toda Prova.

(Crazy, Stupid, Love, EUA, 2011).

Amor a Toda Prova CRÍTICA
Direção: Glenn Ficarra, John Requa.
Elenco: Steve Carell, Juliane Moore, Ryan Gosling, Emma Stone, Kevin Bacon, Marisa Tomei e Josh Groban.
Distribuição: Warner Bros. Vídeo.
Data de estréia: 26/08/2011 / Data de lançamento DVD; Blu-Ray: Dezembro/2011 (prevista).
Comédia romântica; Drama - 1h 58 min (118 minutos).


Sinopse: Cal tem uma vida comum e boa, mas tudo vira de cabeça para baixo quando sua mulher pede o divórcio, por dizer que os se distanciaram e que ela acabou tendo outro caso. Ele acaba conhecendo Jacob, um mulherengo que diz que Cal perdeu a masculinidade e o jeito com as mulheres, e que vai lhe ajudar a recuperá-las.

  
  

Crítica - Amor A Toda Prova.

 Bom / Muito Bom.

214846 Comédia romântica é um dos gêneros mais típicos do cinema. Mas é de se entender. Não há para onde fugir. Quem vai ver uma comédia romântica espera ver duas pessoas se envolvendo e ficando juntas no final, claro. Nesse contexto, é inegável o fato de que as comédias românticas sempre são típicas e previsíveis. As que se destacam são as que conseguem trazer boa química entre o casal, boas piadas e conseguem ser divertidas, como o famoso e divertidíssimo A Verdade Nua e Crua. Mas isso não faz com que o filme escape do previsível. Até por isso que pouquíssimas comédias românticas são reconhecidas como filmes realmente bons. Nesse sentido, há o exemplo de Amizade Colorida, que está se tornando um grande sucesso por, justamente, trazer novidade para o gênero. Apesar de ter passado despercebido pelos cinemas, Amor a Toda Prova é, surpreendentemente, uma nova novidade no gênero também.

 . A história acompanha vários personagens. Cal, o principal, sofre uma reviravolta na vida quando sua esposa perde o divórcio. Logo, ele decide aceitar a ajuda de Jacob, um mulherengo que diz que Cal perdeu a masculinidade e o jeito com as mulheres. Ao mesmo tempo o filho de Cal, de 13 anos, está apaixonado pela babá de 17 anos, que está terminando o ensino médio. Por sua vez, a babá está apaixonada por Cal.

 . A começar, Amor a Toda Prova já ganha reconhecimento pelo conteúdo. Apesar de tais assuntos já terem sido aprofundados em outros filmes e serem usados de maneira meio clichê, o filme faz referências à vida de casamento, ao amor, ao que acontece quando saímos de um casamento, ao amadurecimento, e principalmente a diferença de idades no amor. Nesse sentido, o filme acaba ganhando um fundo de drama, mas tudo disfarçado por uma camada de comédia engraçada e divertida.

 . Falando nisso, vale destacar que o filme não deixa de ser engraçado. Com um humor fino e divertido, ao estilo Alguém Tem Que Ceder, o filme faz o espectador rir em algumas cenas, muitas geradas por encontros e desencontros que iniciam confusões. Também divertirá quem gosta de um bom romance, já que o filme traz boas e melosas lições amorosas, que se mostram bacanas e servem como uma bela mensagem. Não ao nível de Amizade Colorida, mas Amor a Toda Prova consegue trazer algumas ironias e críticas de vez em quando, algumas vezes relacionadas à cinema. A uma divertida menção á censura dos filmes e uma bem colocada e escrachada crítica aos clichês românticos e dramáticos hollywoodianos.

 . As atuações também são boas. O elenco, que inclui astros de peso como Steve Carell, Juliane Moore, Ryan Gosling e Emma Stone, faz bem o trabalho e consegue criar personagens divertidos, engraçados e simpáticos. Isso acompanhado de um bom roteiro, boas piadas e história aprofundada, que se difere dessas comédias românticas previsíveis, apesar de o filme ainda não resistir à certos clichês. Ah, não posso esquecer também de comentar o jeito interessante do filme de tratar de assuntos que interessarão, principalmente, o público masculino, o que traz uma quebra ao conceito de comédia romântica para mulheres, pelo fato do filme trazer cenas interessantes tanto para mulheres quanto para homens. Amor a Toda Prova é uma comédia romântica acima da média, que se iguala ao nível do lançamento Amizade Colorida, e isso não é pouca coisa.

Filme - Sem Saída.

(Abduction, EUA, 2011).

 CRÍTICA
Direção: John Singleton.
Elenco: Taylor Lautner, Lily Colins, Sigourney Weaver, Alfred Molina, Maria Bello, Jason Isaacs e Michael Nyqvist.
Distribuição: Paris Filmes.
Data de estréia: 23/09/2011.
Ação - 1h 45 min.


Sinopse: Nathan é um jovem que tem uma vida normal e perfeita: bom relacionamento com os pais, é rico, e tem muitos amigos. Contudo, tudo acaba virando de cabeça para baixo quando ele acha sua foto em um site de crianças desaparecidas, seguido do assassinato de seus pais por agentes secretos. Junto com sua amiga Karen, que se vê envolvida na situação, Nathan corre contra o tempo para salvar sua pele, enquanto tenta descobrir a verdade.

  

  



Crítica - Sem Saída.

 Regular / Bom.

 Olha que excelente truque de marketing: colocar Taylor Lautner como ator principal de um filme. Pronto, já na pré-estréia várias pré-adolescentes vão estar anciosas para entrar na sala, e quando sairem, nem vão ter prestado atenção no filme mesmo. O fato do ator de Crepúsculo estar lá já é motivo para o filme ser bom. Por outro lado, obviamente, muita gente vai assistir o filme seriamente, que tem a intenção de virar uma nova série Bourne no cinema. Bom, além de ter ido razoavelmente bem nas bilheterias, Sem Saída não agradou as críticas.

 . E então, é um filme bom ou não? A descrição ideal seria mais para um filme meio descartável. Sem Saída tem seus pontos altos. Vale ressaltar que o filme começa muito bem. Ao invés de apelar logo para a ação desenfreada, o filme se preocupa em apresentar um começo lento, onde há toda uma introdução aos personagens e principalmente ao personagem principal. A idéia é interessante. O que acontece é que quando a ação do filme começa, há uma simpatia entre entre o personagem e espectador.

 . Contudo, a idéia poderia se desenvolver bem melhor se as atuações fossem boas. Taylor Lautner mostra que ainda não está pronto para filmes sérios, ou até mesmo para encabeçar uma série que quer se igualar à trilogia Bourne. Ao contrário de seu parceiro de trabalho, Robert Pattinson, que já mostrou ser capaz de fugir da Saga Crepúsculo em filmes como Lembranças e Água Para Elefantes, Taylor Lautner ainda se mostra um ator meia-boca, meio sem sal, que se esforça nas cenas que exigem mais atuação, mas que acaba ficando apenas por esforçado. Não só ele, como o resto do elenco também não ajuda. Lily Colins, que faz o papel da mocinha em perigo, também não ajuda muito o desenvolvimento do filme. Nem Sigourney Weaver e Alfred Molina salvam a situação.

 . Voltando para a discussão sobre o próprio filme, no começo temos um desenvolvimento interessante e uma idéia inteligente. Contudo, o nível cai um pouco quando a história começa a se desenrolar e um bolo de clichês se desenrolam pela tela. Mesmo que algumas cenas ainda consigam divertir e a história não deixe de prender a atenção, nada passa disso, nada passa de diversão simples e um tanto barata.

 . Sem Saída não é totalmente ruim. Serve como uma razoável sessão pipoca numa tarde de domingo chuvosa, mas também nada mais. Não tem força para se igualar à trilogia Bourne, e nem Taylor Lautner consegue se demonstrar um ator bom, mantendo o mesmo nível de atuação que já fez em Crepúsculo, Sharkboy e Lavagirl e Doze é Demais 2. É o tipo de filme clichezão, pipoca e descartável.