. A idéia é uma das mais geniais e originais dos últimos anos. Escrita por Andrew Niccol, que também dirige o filme, a premissa do filme fez com que várias pessoas tivessem a vontade ir ver essa ficção científica. Infelizmente, o resultado é uma decepção e um tanto frustante. O Preço do Amanhã se encaixa naquele conjunto de filmes em que a idéia é muito boa, mas é desperdiçada em um filme fraco.
. O roteiro deixa muito a desejar. O filme, ao invés de construir uma história um tanto interessante, opta por uma exurrada de clichês dos filmes de ação hollywoodianos. O que acaba faltando no filme é ritmo, empolgação, e automaticamente a diversão. Seguindo essas falhas ainda temos graves furos e graves problemas de edição. As atuações também não convencem muito. Mas provavelmente a maior falha do filme é o personagem principal, Will Salas. O herói é totalmente mal construído e vazio. O filme até tenta aprofundar, mas não consegue trazer o mínimo de aproximamento entre o herói e o espectador. Justin Timberlake até se esforça, mas não salva a situação.
. Contudo, Andrew Niccol ainda consegue salvar o filme por trazer uma interessante crítica. O filme critica, pesadamente, o sistema capitalista que vivemos. Os pobres trabalham para os ricos. Os pobres vivem infinitamente mal, enquanto os ricos usufruem dos maiores luxos, até de mais tempo de vida. Ao terminar o filme, nos perguntamos: até que ponto chegaremos? até onde as pessoas não vão ter que tirar anos de suas vidas para poderem comer? Essas características estão na idéia principal de O Preço do Amanhã, que é totalmente genial e fora de série, e poderia render uma ficção científica mais do que interessante. Mas tudo isso é desperdiçado em um filme fraco, clichê e de ação barata. É até interessante conferir pela critica pesada que o filme faz ao sistema em que vivemos, mas apenas por isso, e por nada a mais.
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